Basta de chorar o passado!Chega de me atormentar com o que de um momento para o outro deixou de existir. Se já não existe mais, é porque assim tem que ser.
Os hábitos fazem-nos os monges... e é tudo uma questão de hábito... Facilmente não nos queremos habituar á presença de uma pessoa, mas mais fácilmente custa habituarmo-nos a essa ausência. Há ausências que são forçosamente impingidas pelas "leis da natureza", enquanto que há outras ausências que são opções, caminhos, distorções...
Chega de chorar por quem tomou um desses rumos... sem nada dizer a quem por aqui ficou. Chega de chorar o passado, com a saudade de quem tudo deu, tudo viveu e agora nada ficou...
Chega de chorar , pois agora os motivos para sorrir são mais do que muitos, e não vou deixar que nada os abale, nem mesmo a indicação de uma chamada... de uma mensagem... quando verifico quem é o remetente....
Chega de estár presa a um passado.... que como a palavra indica... já PASSOU... já está lá para trás... Na caixinha do esquecimento?!?! Não, é lógico que não, pois é um passado ainda muito recente, mas com o passar dos dias será um passado mais ausente... e esse "ausente" sim, é criado pelas "leis da natureza", pela falta de cultivo da bela flor que um dia a semente transformou em amizade, mas que como outra qualquer planta (ou ser vivo), não sendo cuidada, mimada, alimentada... acaba por perder as forças, murchar e até na pior das hipoteses, morrer... e esse é a unica certeza de que temos. Podemos não precisar de mais nada, podemos num momento de raiva dizer que não precisamos de ninguém para ser felizes, podemos num momento de loucura dizer que não precisamos de alimento para sobreviver, mas tudo isso é um engano.... Nunca nos habituamos a estár sozinhos.
E... como há uns tempos li algures... "antes de me julgares, supera-me", pois não é justo para ninguém partir com julgamentos precepitados.
Cada coisa tem o seu sitio certo... o seu momento de acontecer... e... está na hora (ha já uns dias) de viver novamente, de sentir em plenitude o sorriso e saber que sou capaz de amar.









