quinta-feira, abril 16, 2009

Uma noite


Entre trincas numa maçã e um copo de água, Raquel contemplava aquilo pelo que tanto ansiava. Aquele belo homem... ali... à sua frente, à distância de um simples toque de pele.
De novo no sofá, Raquel e Hugo trocam confidências... pequenos gestos... pequenos sinais que apenas eles entendem.
Por vezes uma princesa opta por se sentar entre eles, mas eles não se incomodam com isso, muito pelo contrário, assim, apenas lhes mostra que ainda não está na hora. Quando a princesa encontra outra razão que lhe prende a atenção, eles voltam a aproximar-se... a dar as mãos a sentir o calor dos seus corpos que trespassa a pouca roupa que ambos vestem devido à temperatura amena que se faz sentir naquele mês de Abril.

Desligam-se do mundo quando estão perto um do outro.
Raquel novamente lhe beija o rosto e desta vez não pode deixar de sentir que ele queria que continuasse a percorrer-lhe o rosto com aqueles beijos ternos... Ele vai aproximando os seus lábios dos dela... e já nenhum dos dois podia mais fugir aquele momento. Os seus lábios unem-se e as suas línguas tocam-se finalmente... apaziguando assim uma vontade mutua e aumentando ainda mais o desejo de ambos.

Parece que o relógio parou ali, naquele momento, o calor das suas línguas, os seus sabores, a sua delicadeza, absorveu-os de tal forma que se tornaram inseparáveis para o resto da noite.

(talvez um dia tenha continuação)


Certas horas


Há certas horas, em que nao precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionavel...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...

Alguém que nos possa dizer:
Acho que você esta errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amor! E estou aqui!


(William shakespeare)