
...o que é afinal?!
Nascemos sem pedir...
Crescemos sem saber como o fazer...
Não nascemos ensinados, vamos sim aprendendo.
O mais puro de nós, nasce connosco, mas à medida que vamos crescendo, essa pureza de ser criança vai morrendo.
Começamos a ter consciencia... começamos a preocuparmo-nos... começamos a ter pressa em crescer, e não sabemos aproveitar os momentos bons dessa idade.
Começamos a ter surpresas... umas boas, outras menos boas...
Começamos a ter objectivos a atingir, metas a ultrapassar, e barreiras para subir.
Pensamos muitas vezes em desistir de lutar por uma coisa que afinal nem pedimos para ter, mas... já que a temos, porque não aceitar tudo o que com ela vem também?!
Em bébés não sabiamos o que fazer... não sabiamos como viver... limitavamos a ir vivendo conforme os nossos pais deixavam...
Agora, depois de crecidos, já temos umas noções, pois cada dia é uma lição nova.
As barreiraas são cada vez maiores... e por vezes a força para as ultrapassar é cada vez menor. Mais constantemente surge a possibilidade da desistência, mas temos sempre a força para continuar no percurso que temos por aí fora.
Há aqueles que cresceram com tudo o que desejavam, e que não sabem o verdadeiro valor de cada objecto, de cada sentimento, de cada momento, mas acredito que não são estes os mais Felizes, pois para eles tudo se mostrou fácil.
Ao contrário destes, existe quem foi tendo o que queria... por luta, por insistência, mas acima de tudo, por não ter desistido do seu percurso. O que hoje tem sabe bem... sente-se Feliz por isso, pois grande parte foi o prémio do seu esforço.
Mas infelizmente há também quem não tenha quase nada, e não queira lutar por ter algo, podem até querer, mas as injustiças são de tal maneira grandes que não permitem.
Viver não é nenhuma corrida, é um percurso que cada um faz livremente, e não é vencedor por chegar primeiro ao seu final, mas ganha mais valor quem conseguir aproveitar melhor esse mesmo percurso.
Não vale usar os companheiros de viagem para seu "belo-prazer", podemos sim ajudarnos mutuamente.
Não vale fazer rasteiras para um ou outro companheiro cair, podemos sim ajudar a levantar alguém que caia com uma pedra, e que pense em desistir.
Não vale fazer da Vida uma guerra, pois aí so haverá perdedores.
Vale sim, VIVER.
Até já!**