segunda-feira, setembro 15, 2008

E... o dia 13 de Setembro às 16h... foi assim...

"2008-09-13, Biblioteca Camilo Castelo Branco, Famalicão
Apresentação de: “Sentada na Areia”, Joana Moça (Edium Editores, 2008)

Embora sabendo que me vou repetir, tenho de agradecer, e muito, a vossa presença aqui, nesta tarde de sábado, para assistirem ao lançamento de um livro de poesia. Mais agradeço dado se tratar de um livro especial, especial porque o primeiro da poetisa Joana Moça.

A poesia, tantas vezes tratada como o parente pobre da literatura, bem merece – e, por certo, também ela agradeceria – a vossa presença.

Muito obrigado por este vosso gesto.

Agradeço, também, à autora este inesperado convite. Posso dizer que não vim de propósito de Coimbra até Famalicão, mas vim com extremo agrado. Há de facto alturas em que só se pode dizer sim.

Bom, mas o certo é que sobre a Joana Moça, que hoje faz a sua estreia no mundo dos livros, não no acto da escrita de índole literária, pouco sei. Só hoje tive o privilégio de a conhecer pessoalmente.

O que tenho conhecimento está escrito na sua sinopse biográfica constante neste seu livro.



No entanto, pelo que li, não só no seu livro, mas também no seu blogue, embora se diga que o poeta, neste caso a poetisa, seja um fingidor, traz-me a imagem de alguém sensível e, através dessa sensibilidade, de alguém que procura interpretar o mundo por forma a entregar ao outro essa sua interpretação da maneira mais simples, mais perceptível possível.

Em suma: alguém que pretende comunicar de forma cristalina, sem adiposidades de qualquer sorte.

O livro: “Sentada na areia”, que hoje aqui se apresenta, editado sob chancela da Edium Editores, é o retrato perfeito dessa sua postura perante as mais diversas situações.

Este título: “Sentada na areia”, isto sem que haja necessidade de o abrir, sugere-me, de imediato, duas situações.

A primeira, alguém que está num areal. Nada mais simples. Mais concretamente, numa praia onde a imagino a contemplar o mar. Talvez observe o movimento das ondas. No entanto, pessoalmente, imagino a poetisa, a criadora desta obra, a contemplar a distância, aquela linha onde o mar e o céu se fundem num único corpo. Esta é a primeira sugestão.

A segunda aproxima-se mais da própria essência da poesia, do acto de construir e destruir para possibilitar uma nova construção. Imagino os parques infantis da minha infância onde havia sempre uma caixa de areia. Há uma criança que brinca sentada na areia. Ergue e arrasa e ergue a sua construção. Esta é a segunda sugestão.

Estas duas situações que o título me sugere são acções próprias da poesia. O poeta precisa de observar o mundo, necessita de encontrar pontos de fusão entre o mundo das ideias e o mundo material que, há pouco, representei como o horizonte.

Mas o poeta procura mais. Sabe que é urgente construir, destruir e voltar a construir, tal como a criança, o que ergue como poesia. A sua areia são as palavras. Trá-las para o corpo do poema, não só pelo que estas transmitem no plano racional, mas também pela musicalidade, plano emotivo, que estas em si possuem.

E é isto o que de facto se pode ler em “Sentada na areia”. Aliás, se tivesse necessidade de elaborar uma síntese, escreveria: “Sentada na areia”, uma viagem ao complexo através do simples ou uma viagem ao universal através do particular.

De facto, a escrita de Joana Moça demanda radicalmente o âmago do que a rodeia para posteriormente nos legar não algo como contemplado, mas algo a contemplar. Pretende, pelo menos esta é a minha leitura, através do que sente e pensa e que pela acção transforma em poema, dar-nos, é certo, a sua interpretação da coisa contemplada, mas mais do eu isso, dar-nos a possibilidade da fresta por onde o leitor – o que ousar fazê-lo – poderá, ele próprio, descobrir.

É uma poética que convida a essa descoberta, fá-lo mas do que entregar o dado como adquirido.

Talvez por isso Joana Moça escreva o seguinte, e passo a citar:

“São as ilusões que nos fazem caminhar”, fim de citação.

Através da descoberta particular, transfigurada em poema e em ilusão, entendida aqui não como erro de percepção, mas como sonho ou desejo, a autora estabelece um objectivo: através da escrita sugestiva possibilitar ao leitor o acesso a um espaço de partilha, de partilha de um caminho.

A elaboração do poema, objecto de arte, como tal feito para o usufruto do outro, parte do eu quer seja através de um plano sentimental, sensorial ou racional.

No caso de Joana Moça este eu surge como elaborador de um ponto de partida, não de um ponto intermédio ou final. Preconiza a abertura da tal fresta sobre o mundo por onde o leitor, como há pouco mencionei, pode entrar.

Se o fizer, pode então partir em busca dos caminhos da sua própria ilusão, aquela onde radica a essência do seu próprio caminho. O caminho visto sob a definição de Antonio Machado, aquele que se faz ao caminhar.

Há, portanto, e em forma de resumo, aqui, nesta obra, os cinco movimentos enunciados:

Primeiro: a sugestão do acto de contemplar, de observação – objecto a ser;

Segundo: indícios da recolha das palavras, matéria que enformará o objecto;

Terceiro: o facto em concreto da criação da possibilidade do objecto – o poema para o poeta;

Quarto: a pretensão da destruição do poema pela leitura;

E quinto e último: a possibilidade da criação do objecto em si – o poema para o leitor.

Joana Moça, neste seu “Sentada na areia” abre a possibilidade do caminho, indaga das suas coordenadas, elabora a sua cartografia, mas tudo para que seja ao outro possível o desenho do passo.

Muito obrigado."

A forma como fui apresentada ao mundo da poesia e aos presentes (Amigos) num dia de alegria... realizada por
Xavier Zarco

O meu sincero agradecimento a todos as pessoas presentes neste pequeno evento, que para mim foi uma enorme novidade, mas que penso que correu muito bem. E estou certa que falo que muitos ficaram com "Apetites" no pensamento :)

Obrigada... de coração... é preferivel não dizer nomes... pois quem lá esteve já me ouviu a falar :)... e não levem a mal por não ter personalizado os agradecimentos.... mas vocês sabem que estão aqui bem juntinho do meu coração :)

E... com imagens... uma pequena sintese...



quarta-feira, setembro 03, 2008

segunda-feira, setembro 01, 2008

A quem por aqui me visita...

... venho convidar a assistirem ao lançamento da minha primeira obra poética.
Terá lugar no próximo dia 13 de Setembro, pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão.




A obra e eu mesma como autora seremos apresentadas pelo poeta Xavier Zarco

Consultem:
PRÓXIMOS LANÇAMENTOS - EDIUM EDITORES

terça-feira, agosto 26, 2008

Uma questão de hábito

Basta de chorar o passado!
Chega de me atormentar com o que de um momento para o outro deixou de existir. Se já não existe mais, é porque assim tem que ser.
Os hábitos fazem-nos os monges... e é tudo uma questão de hábito... Facilmente não nos queremos habituar á presença de uma pessoa, mas mais fácilmente custa habituarmo-nos a essa ausência. Há ausências que são forçosamente impingidas pelas "leis da natureza", enquanto que há outras ausências que são opções, caminhos, distorções...
Chega de chorar por quem tomou um desses rumos... sem nada dizer a quem por aqui ficou. Chega de chorar o passado, com a saudade de quem tudo deu, tudo viveu e agora nada ficou...
Chega de chorar , pois agora os motivos para sorrir são mais do que muitos, e não vou deixar que nada os abale, nem mesmo a indicação de uma chamada... de uma mensagem... quando verifico quem é o remetente....
Chega de estár presa a um passado.... que como a palavra indica... já PASSOU... já está lá para trás... Na caixinha do esquecimento?!?! Não, é lógico que não, pois é um passado ainda muito recente, mas com o passar dos dias será um passado mais ausente... e esse "ausente" sim, é criado pelas "leis da natureza", pela falta de cultivo da bela flor que um dia a semente transformou em amizade, mas que como outra qualquer planta (ou ser vivo), não sendo cuidada, mimada, alimentada... acaba por perder as forças, murchar e até na pior das hipoteses, morrer... e esse é a unica certeza de que temos. Podemos não precisar de mais nada, podemos num momento de raiva dizer que não precisamos de ninguém para ser felizes, podemos num momento de loucura dizer que não precisamos de alimento para sobreviver, mas tudo isso é um engano.... Nunca nos habituamos a estár sozinhos.
E... como há uns tempos li algures... "antes de me julgares, supera-me", pois não é justo para ninguém partir com julgamentos precepitados.
Cada coisa tem o seu sitio certo... o seu momento de acontecer... e... está na hora (ha já uns dias) de viver novamente, de sentir em plenitude o sorriso e saber que sou capaz de amar.


Um Beijo!

Bom de receber... melhor ainda de ofertar.
De qualquer das formas, é bom de partilhar.

Há aqueles que com carinho recebemos dos nossos familiares, dos nossos conhecidos e mesmo até dos nossos amigos... dados no rosto, na testa e até mesmo na mão.
Depois... há aqueles em que parece que tudo á volta se esquece... despertam os outros sentidos, sendo que o mais importante está mais do que acordado... o Gosto, o sabor, o desejo de saborear outros lábios nos nossos... o salivar de tanta vontade...

A Visão para o exterior fecha-se, como se se apagasse a luz... mas há uma descoberta feita com a Visão que só quem está ali conhece... a Visão interior (mesmo que de olhos bem fechados), revela mais do que algum especialista em oftalmologia pode revelar...
Há beijos em que todos os sentidos são acordados assim num ápice... Perde-se a força nas pernas... perde-se o fôlego para respirar... não se sente os cheiros envolventes, tal é a fragância que se criou ali mesmo. Para-se um pouco para logo de seguida continuar...
O tacto?! Apenas existe aquele que as linguas conseguem conhecer... as mãos... vagueiam sozinhas agarradas ao que não se pode deixar fugir... percorrem tudo o que está ao seu alcance sem deixar nenhum cantinho a descoberto...
A audição?! nada mais se ouve para além da doce melodia que o momento cria... Nada mais se ouve para além dos nosso próprios sons.
Um friozinha na barriga, um arrepiar da pele, uma doce sensação de entrega total.
E encontramonos assim... onde é bom de nos sentir... A vontade de não parar aumenta a cada novo beijo partilhado... no final... (sem haver final)... troca-se um olhar ternurento... um sorriso malandro... um abraço envolvente para novamente recomeçar...

Com tudo isto... e muito mais que todos nós sabemos...

Cala-te e

sábado, agosto 23, 2008

Em forma de música!!!!

Tento Saber - Nuno Guerreiro

quarta-feira, agosto 20, 2008

A palavra...

... que apenas se entende em Português.
A palavra que muitos tentam encontrar a defenição mais correcta...
A palavra que nos aperta o coração, quando a ausência toma lugar...
A palavra que nos faz sorrir ao recordar acontecimentos já vividos.


Um olhar partilhado com serenidade
Uma palavra dita com carinho e ternura
As mãos entrelaçadas que não se queriam largar

Os abraços apertados que se começaram a partilhar
O beijo... bom que ele foi... e qu não se queria parar!

Agora... olho as horas e vejo que elas nunca passam.
Mantenho-me ocupada para não entrar em stress
Olho o calendário e os dias passam devagarinho...
Mas... o novo dia vai chegar...
E mesmo não as matando...
Pelo menos irão apaziguar.

As SAUDADES começam a apertar!!!

terça-feira, agosto 19, 2008

As nuvens...

... que ultimamente teimam em deixar as gotinhas cair... vêem com o vento e com ele se vão.
As nuvens que muitas vezes não deixam ver em pleno a bela luz do sol que nesta altura do ano se deveria sentir, vêem com o vento e com o vento se vão.
Mas ao contrário das nuvens, as pessoas não aparecem com um simples toque de mágica... ou não aparecem empurradas pelo vento, se bem que muitas vezes desaparecem e parece mesmo que "foi um ar que se lhe deu"... Nos ultimos tempos, têem-me dito que nada acontece por acaso... eu nunca fui muito "crente" em que todos temos o nosso "destino" já escrito algures... mas começo realmente a acreditar que todos os acontecimentos que vamos tendo e vivendo, não acontecem realmente por um simples acaso. Quando há uma maré menos boa na nossa vida, parece que ainda atrai mais coisas más, mas o certo é que quando a luzinha começa a entrar novamente e essa luzinha tem a força suficiente para empurrar a maré má para longe (assim como o vento empurra as nuvens), e uma fase melhor está a aproximar-se... Existe sempre os dois lados.... o bom é o oposto do mau.... a medalha tem sempre duas faces, e a moeda é sempre constituida pela cara e pela coroa. Há quem se fique apenas por experimentar um desses lados e sendo o lado pior dos dois, então aí é que não ariscamesmo a tentar novamente, mas como diz um velho ditado português "quem não arrisca não petisca", o que é o mesmo que dizer que se não se tenta, não se sabe o que se pode ganhar ou perder...
A musica fala de um arco-iris... em pequenina disseram-me que em cada uma das suas extremidades, havia um pote de ouro... na minha inocência, varias vezes tentei alcançar mesmoq ue apenas com o olhar, a sua extremidade, mas de todas as vezes me saiu uma tentativa frustrada.... o máximo que me acontecia era ver a chuva a cair e eu ali feito tonta a olhar com admiração para aquelas cores todas...
Para mim um arco-iris, é sinónimo de que mesmo apesar de todas as adversidades, apesar de todos os contras, de todas as nuvens negras, existe a possibilidade e está bem visivel de que o sol pode voltar a brilhar... o céu irá voltar a ser azul e os passarinhos também serão azuis.... nem que para isso tenhamos que procurar o começo ou o fim do arco-iris.... já agora... qual das pontas será o inicio e qual será o fim?
Contra ventos e tempestades, contra nuvens negras e barreiras no caminho, não podemos desistir de viver... não podemos desistir de lutar.... apesar de muitas e muitas vezes as forças já serem tão poucas, mas com um pouco de descanso, essas mesmas forças ficam "impec" e temos sim que seguir em frente.... porque afinal.... atrás vem sempre gente... e deve ser tão bommmmmmmmm fazer do arco-iris um escorrega :)



domingo, agosto 17, 2008

O medo...

... inicialmente sentido
O nervoso,
inicialmente partilhado...
Os sorrisos timidos,
inicialmente desvendados...
Com o tempo foram transformando-se...
no que não se queria separar.
As horas que demoravam a passar,
de um momento para o outro, perdemos-lhes o rasto,
e não mais as podemos controlar.
As mãos tocaram-se,
e o friozinho na barriga se sentiu...
Os braços envolveram-se,
aconchegando assim tudo o que o momento permitiu!

[P.S-(sorrindo)]

segunda-feira, agosto 04, 2008

Raio de sol

Por vezes estamos cegos
Ou queremos apena continuar a ver o habitual.
Nessa visão, começa a existir a escuridão
E começo a pensar como cheguei até ali?
Um muro ergueu-se á minha frente
Não me deixa ver nada mais do que a sua frieza
Do que a sua escuridão,
Nada mais além da barreira que foi criada.
Até ao momento em que sinto pequenos sons
Que veem do outro lado, e penso:
"O que será isto?"
São pequenas pancadas,
que vão sendo mais fortes e intensas.
Começo a ficar com medo...
"Mas o que se passa?"
Até que uma pequena luz surge no meio daquele muro enorme
Surge com o cair do cimento que quebrou a última barreira que existia.
Um raiozinho de sol consegue infiltrar toda aquela escuridão.
Um raiozinho de sol consegue trazer uma nova vida,
Ou simplesmente acordar a que estava adormecida.
Um raiozinho de sol conseguiu fazer um arco-iris
E esse arco-iris significa que o "tempo" vai melhorar!