
... da mesma maneira que a chuva que cai do céu, entra pela terra dentro, saceando assim a sua sede.
O motivo?!
Não sei... talvez muita coisa junta... até mesmo não seja nada de mais.
Poderá ser o facto de ver os dias a passar e profissionalmente não avançar nada, estár assim em águas estagnadas (que depois de muito tempo sem se mexer começam a estragar)... Ver/sentir a minha inutilidade para a sociedade.
Ver as portas fecharem-se de cada vez que procuro uma oportunidade. (Como é que querem profissionais com experiencia se não são capazes de dar uma oportunidade a quem quer começar?)
Receber um "chega para lá" quando damos a mão para ajudar alguém (é porque na realidade não precisavam de ajuda).
Querer poder fazer mais e sentir-me incapacitada... sentir as portas fechadas.
Dar os braços, para aconchegar, as mãos para mimar, e a alma para ouvir e apaziguar e num instante tudo se perde (parece que nem existiu).
Mas no meio de tanta coisa que me deixa tristonha, também há o que me faz sorrir e esquecer de tudo o resto.... o lindo e sincero sorriso do menino da minha vida (meu sobrinho). As birras dele ás vezes desesperam-me, mas faz parte do crescimento dele, faz as coisas inconscientemente... e é como a avó ainda hoje disse "Para ele ainda não há regras".
Também o saber que vai existir mais um bebézinho neste mundo me trouxe um sorriso de orelha a orelha, no momento em que estava mais aborrecida... Parabéns Mamã Tátá :)
Não só as coisas más preenchem o dia-a-dia, mas são elas que teem mais poder e acabam por prevalecer.