domingo, dezembro 03, 2006

Relembrar...

...de há um ano atrás...
Hoje acordei e lembrei-me fortemente de ti... lembras-te desta foto? Tirada há cerca de um ano atrás... será nostalgia que me leva a colocar-la aqui? será ainda o inacreditavel do que aconteceu? não sei... hoje apetece-me escrever-te... apetece-me escrever a mim mesma... apetece-me deixar aqui uma marca daquilo que fomos e do que hoje somos... Há pouco mais de um ano nos conhece-mos... há pouco menos de um ano, fomos namorados... há pouco mais de meio ano eras namorado de uma das minhas melhores amigas... culpar quem por todos esses encontros e desencontros?!? A ti?... não... A mim? muito menos, pois a partir do momento que não te disse para desistires... significava algo... mesmo tendo-te contado da existencia do Alexandre, nunca te disse que tinhas de desistir...abri-te o meu coração... a minha alma... tal como na altura te disse... "Ele é o meu Amor impossivel"... Culpar a outra pessoa?!? (e não vale a pena mencionar o nome... nós sabemos quem é) muito menos... há medida que te afastavas de mim... ela estava lá para te acolher... Ouvi dizer em qualquer lado, ou li... que qdo amamos algo, devemos deixar livre... porque se realmente somos amados da mesma maneira... pode andar livre, que um dia voltará... Não posso dizer que simplesmente te deixei partir e não fiz caso disso... que não me importei... muito pelo contrário e apenas tu sabes tudo o que fui capaz de fazer...mas apenas fiz o que achei que devia... pelo menos não posso dizer que não tentei... De facto a Vida da tantas a tantas voltas... nós (eu e tu) continuamos amigos... mas é certo que com a outra pessoa o mesmo não aconteceu... talvez para ela esteja a parecer hipocrita e criança (como tantas vezes me chamou) mas o que é certo é que não era eu que tanto insistia em saber como é que eu estava... e tal... e tal... mas tu sabes bem as coisas que essa pessoa me disse... No final com tantos "insultos" e "porcarias" ainsa me fez sentir culpada por te ter deixado livre... (como diz um amigo meu "tu és tão boa, Joana"... esse deve ser o meu maior defeito... ser boazinha demais)...
Lembro-me como se fosse hoje... o dia 27 de Dezembro... (espero que andes a dar uso ás baquetas)...hoje sorrio ao lembrar-te... ao lembrar-nos... sei perfeitamente que fui má para ti em certos momentos... agora sei-o... afinal o tempo passa, e nós vamos crescendo... Foi uma lição dura esta... e não minto quando me dizes que chorei quando vos vi juntos... afinal... meu coração estava ali... totalmente desarmado...
Quero escrever tanta coisa... mas ao tentar parece que as palavras querem sair acompanhadas de lágrimas... e ha tanta coisa que sei que ambos nos lembramos (mas que é só nosso). A noite de passagem de ano... (foi o que hoje primeiro surgiu na minha cabeça)... Momentos bons... momentos menos bons... mas que são nossos... escrevo-te hoje não querendo estár a comparar-te com nada nem com ninguém... mas da mesma forma que ja te tinha dito que queria escrever sobre Nós, ao Alexandre tinha dito o mesmo... mas... la está mais uma das voltas da vida... já não lhe escrevi a tempo que ele pudesse ler... mas sei que sente... Por isso... escrevo-te e espero que leias... escrevo-te hoje pk me deu uma enorme vontade... e tenho que a aproveitar, né?
Espero poder encontrar-te em breve... para rir-mos um pouco... sorrir... e partilhar momentos...

Deixei-te livre... foste... mas nunca partis-te como meu Amigo.

Algo mais que sinta que possa partilhar aqui... falo-ei.

Um beijo para ti meu Amigo com nome de Anjo (Gabriel).



Até já!**

4 comentários:

Anónimo disse...

Ao ler todas estas palavras que tu escreveste aqui com tanto sentimento e tanta firmeza não pude deixar de me sentir emocionada.
Emocionada sim, pois feliz ou infelizmente fiz parte desta história, emocionada porque as tuas próprias palavras demonstram sensibilidade e por mais umas razões que aqui não vale a pena mencionar.
A Vida por vezes leva-nos para caminhos que jamais julgámos poder percorrer, foi o que me aconteceu a mim.
Eras minha amiga, erámos confidentes, preocupávamo-nos uma com a outra, nutríamos carinho uma pela outra, para mim tudo isso ainda se mantém, embora já não sejas minha amiga, embora eu tenha errado…
E porquê que eu errei? Será que algum dia conseguiste pensar verdadeiramente nas minhas razões?
Eu errei porque te menti, porque te quis esconder o que o meu coração dizia, pois eu tentava fugir dele e do que ele queria, e pensei ser capaz, que só precisava de um tempo para que tudo voltasse ao normal.
Errei, porque julguei que ao mentir-te estava a proteger-te, errei porque não fui capaz de ser verdadeira contigo no momento certo pois tinha medo que acontecesse o que acabou por acontecer, perder a tua amizade.
Para mim eras uma pessoa como há poucas, sabias realmente o significado da palavra amizade, estavas sempre pronta a ajudar quem precisasse de ti, gostava de ti caramba, gostava de conversar contigo, sentia-me bem, gostava de saber de ti, de te ajudar, de te tentar entender, dar-te conselhos ainda que não fossem os melhores, mas eu não sou perfeita.
Para mim ainda continuas a ser a mesma pessoa, apesar de tudo.
Lembras-te de tantas vezes te agradecer e pedir desculpas e tu não percebias porquê?
Mais tarde acabaste por perceber, ainda que não tenha sido nas melhores circunstâncias.
Isso era a culpa a consumir-me por dentro, os meus valores a entrar em conflito, pois isso não sou eu, não faz parte de mim ser falsa como podes pensar que fui.
Mas uma coisa te digo do fundo do meu coração e espero que consigas acreditar, (embora saiba que já não tenho crédito perante ti, é como aquela velha história do agricultor que gritava que tinha um lobo a atacar-lhe as ovelhas e no fim era mentira, quando foi verdade ninguém acreditou nele e sofreu as consequências. A confiança é como um vaso que se quebra, por muito bem colado que seja, nunca será igual) sempre me preocupei verdadeiramente contigo e nunca utilizei o que desabafavas comigo para proveito próprio. Tentei verdadeiramente ajudar-te, ajudar-vos para que pudessem entender-se, tu sabes disso, ele também sabe, mesmo depois de já terem surgido os sentimentos de minha parte que foram os causadores de tudo isto, eu lutava e escondia e ajudava-vos na mesma.Se te chamei criança foi porque naquele momento estavas a agir como uma, mas todos nós somos crianças em muitas situações da nossa vida e não foi para ofender-te.
Se te disse palavras mais duras peço desculpa, nunca te quis magoar, embora tivessem havido circunstâncias em que achei que podias ter sido diferente comigo. Mas não te julgo.
Como tu dizes não há culpas para ninguém, há factos, há acontecimentos, há sentimentos e há pessoas.
Acho que no fundo isto serviu para crescermos os três, ou quatro, pois também houve outra pessoa que sofreu com tudo isto, embora não pertença a este mundo em que todos nós nos conhecemos.
Mas agora também já não interessa, já passou muito tempo e é altura de pôr uma pedra em cima do assunto e seguir em frente e viver o que há a viver, diferente ou não, sofrendo ou não, é o que temos para viver.
Não sei se no fim ficaremos juntos, talvez estejamos destinados a viver separados, pois não começámos da melhor maneira, ou porque não esteja no nosso destino, não sei.
Ontem adormecemos abraçados, o amanhã não sei. E quem sabe?
Ninguém, ninguém sabe a não ser Deus.
Decidi escrever-te estas palavras aqui porque senti necessidade de me “lavar” de toda esta história, de dizer de minha justiça uma última vez e seguir em frente levando comigo mais um erro, ou muitos talvez, não procuro contabilizar, e no fim mais uma aprendizagem.
Acho que disse tudo, espero que tenha servido para alguma coisa, para mim serviu e se só servir para mim terá que ser suficiente.
Nunca me esquecerei de ti miúda, ficarás sempre no meu coração.
Eu também tenho as minhas dores no final de tudo e resta-me ficar com elas.
Um grande beijo e que sejas sempre muito feliz acima de tudo contigo própria e depois com os outros.
Adeus

Joana disse...

Demorou... mas cá estou eu a responder a algo que sabia que teria que responder...
nomes não há... há o anonimato... mas sei bem de quem se trata este anonimato, mas também o nome não é o mais importante.
Fiquei admirada ao ler-te aqui... mas da mesma forma que muitas outras pessoas me leem tu também o podes fazer livremente.
Lamento se te ofendi com algo que tenha escrito (como vim a saber que te tinha ofendido)... apenas escrevi porque tinha autorização para o fazer do Gabriel, pois se ele não concordasse eu eu escrever sobre nós, não o teria feito. Apenas a ele pedi autorização, e apenas a ele deveria pedir. refiro-me a outras pessoas, mas nenhum nome foi referido... da mesma forma como não o colocas-te aqui também nao vou ser eu a colocar-lo. Sinceramente não sei o que poderei ter escrito que te tenha ofendido... nada que tenha escrito é novidade para ti...

Se fui criança?!?! muito pelo contrário (na minha simples opinião)... chamas-me criança por ter enfrentado tudo com a calma com que enfrentei? por não ter feito nenhum "escandalo"? se tivesse feito algum escandalo e feito a "vossa vida" negra desde esse dia... ai sim daria-te todo o apoio para me chamares de crianaça. Serei eu criança por vos ter "enfrentado" de cabeça erguida (quando poucos dias apenas tinham passado)?? tal como escrevi no post... chorei... mas a forma como "comentas-te" (ou melhor... como me chegou aos ouvidos que tinhas comentado isso), apenas me faz pensar que de facto... foi melhor assim.
Seria hipocrita e cinica se mantivesse a ter a mesma relaçao contigo... ai sim... nao estaria a ser sincera contigo, nem muito menos comigo. De facto apesar de achar que as coisas assim estão bem... mentiria se te dissesse k nao penso no Gabriel... dei-me conta do que sentia tarde demais... apenas paguei por essa minha imprudência ou indecisão... (ai sim posso dizer que fui criança).
Desejo-te o que sempre te desejei... desde o dia em que tive que arrancar a verdade a ferros... que sejam felizes... de facto... não sei por quanto tempo... mas que apenas e que o sejam durante o tempo que acharem que o devem ser... se depender de mim... que sejam para toda a vida.
Eu nao te respondo com necessidade de me "lavar" mas sim porque penso que mereces uma resposta ao teu comentário... confesso que não era um comentário teu que aqui esperava encontrar... mas... do mal o menos... agradeço por teres cá vindo e por saber que mesmo não deixando comentario nos outros post's, por os leres.

Como alguém me tem dito... e utilizando o português correcto "caga nisso"... bem... o português é mesmo badalhoco, mas é isso mesmo que vou fazer... e sempre que te apetecer escrever-me algo... podes muito bem fazer-lo, pois terás sempre uma resposta.

De facto lamento que tudo tenha que ser assim, mas fomos nós mesmos que assim escolhemos... afinal... nós é que escrevemos o nosso livro... e o meu está escrito aqui. Tu vais lendo e até ja escreves-te nele também, e como ves... estás cá.
O final de ano aproxima-se... espero que o passes da melhor maneira possivel... mas lamento informar, que as coisas podem nao acontecer apenas uma so vez, mas as que acontecem pela primeira vez, nunca se esquecem.

talvez te tenha parecido um pouco provocadora nestas palavras... até possa ter sido mesmo, mas digo-te o "porquê"... da mesma maneira que tu te "lavas-te" eu começo a sentir-me suja por voltar a falar nisto. Mas... falarei as vezes que forem necessárias. De facto nunca culpei ninguém... nem o irei fazer, aconteceu... por obra e graça do Espirito Santo...

Seja como for... um bom ano de 2007 para ti.

E... para não utilizar a palavra que menos gosto, mas que tu tanto usas.... dou-te um...

Até já!

(P.S)- Gabriel para o caso de leres este comentário... se me conheces um bocadinho sabes que também eu começo a ficar farta disto... não sou "queixinhas" e lamento imenso que por tabela quem "leve" com as consequencias sejas tu... o que aqui escrevi de inicio foi com o teu consentimento e sempre que o consentires, o farei.

Um beijo.

Anónimo disse...

Olá mais uma vez, sinceramente não esperava uma resposta da tua parte. Se vejo as coisas que tu escreves, é porque não sou a pessoa que tu pensas, gosto de ler e interesso-me. vês-me muito mal. eu já disse tudo o que tinha a dizer, acho que não te ofendi, nem fui provocadora, nem hipócrita. Não me ofendeste com o que escreveste, isso não são palavras minhas. O que disse foi apenas, e agora dando parte fraca, foi que me fez ficar triste. Apenas isso. Também de desejo tudo de melhor, e um feliz ano de 2007.
xau

Joana disse...

e... temos dito, né? (ponto final, paragrafo)

Até já!**