Ela perguntou - Porque somos amigos?!Ele assustado com tal pergunta respondeu - Porque não haveriamos de ser?!!
mas a questão não tinha sido essa e ela insistiu - Não foi isso que te perguntei...
Ele lá respondeu - Não há um motivo concreto, sente-se, porque te Amo, e tu sabes disso, por tudo o que és, por tudo o que tens feito, por tudo... não há apenas um motivo.
Ela concluíu - Acabamos por nos completar.... o que falta a um, o outro tem... o que um não tem, o outro tem a mais, acabando assim por nos completar, por nos moldar.
Alguns dias depois desta pequena conversa, houve um deles que decidiu dizer "Adeus", mesmo sabendo que essa palavra não seria usada, nem nenhum dos dois gosta de a usar. Ela temia o que tinha acabado de acontecer, mas afinal, não se adivinha o que irá ou não acontecer. Mas o que ela não queria, tinha acabado de acontecer.
Todos os dias até então, falavam-se, confidenciavam, sorriam, choravam, acalmavam-se um ao outro, sempre se apoiaram, sempre se ajudaram... Conheciam a voz um do outro e sabiam quando algo se passava.
Ela, tal como todo o ser humano não era perfeita, e sabia perfeitamente que tinha atitudes que não mereciam o perdão de quem quer que fosse, mas o que é certo é que acabavam sempre da melhor maneira possivel, chorando abraçados, mas acabando esse choro por se tornar num sorriso. Promessas foram feitas a partir do momento em que ela cometera mais uma asneira (o erro crucial), promessas essas que foram cumpridas até á data, promessas que foram reforçadas por vontade dele, ou melhor, foram refeitas, mas nem por isso foram quebradas.
Ela ainda hoje pensa nele como sendo o seu Melhor Amigo, e apesar de já não falar com ele, faz-lo no seu silêncio, faz-lo com os seus botões, mas sempre como se fosse com o seu Amigo que o tivesse a fazer.
Continua a fazer-lhe perguntas, mas agora tem um motivo lógico para não obter as suas respostas, pois simplesmente coloca as perguntas ao ar, e certa altura, como se preocupava com ele, queria apenas saber o que se passava, mas nessa altura é que parecia que falava com o vento, pois as palavras eram levadas dali para fora, sem qualquer som em resposta. Optando assim por não lhe colocar mais nenhuma pergunta, e deixando que ele tomasse a iniciativa de lhe contar, e por isso os silêncios dela passaram a notar-se mais, a serem mais evidentes, e isso acabou por afectar dolorosamente o que de tão bonito existia entre ambos.
Tudo o que ela fez, tudo o que ela disse, tudo o que ela mostrou, tudo o que ela deu de si, fez-lo de livre vontade, fez-lo porque sentiu a necessidade de o fazer, estava "ali" nos momentos certos, como que o "sexto sentido" se fizess sentir mais acentuado em certas alturas. Só não fez mais, porque de facto não podia ou apenas não lhe era permitido mais.
De igual modo tudo o que ele fez e deu de si, foi expontâneamente e só nao fez mais, por estar impossibilitado de tal.
"Na amizade nada há que agradecer, nada há que desculpar", foi algo parecido que ela lhe disse numa das ultimas conversas que tiveram.
Ela optou por lhe dar o que até então não tinha conseguido dar-lhe... Espaço.
Pode ser que um dia eles se voltem a cruzar... pode ser que um dia ela lhe diga o quanto a amizade dele é importante e lhe faz falta... pode ser que um dia ele volte a responder ás perguntas dela... um dia... um dia... pode até ser tarde demais.
Um momento na vida de alguém, que se encaixaria na vida de qualquer um de nós, momentos que certamente permaceram por muito tempo nas vidas de ambos.
Talvez a vida seja isso mesmo... mas ninguém disse que seria fácil ou justa.
Até já!**




1 comentário:
Miguinha,
Fico feliz por estares aqui, tão feliz!:):)
Tens toda a razão, quando escrevemos óbviamente damos algo de nós, mas podemos escrever para tanta gente, mesmo quando só escrevemos para nós!
Obg pelo mail :)
Linda o amor, nas suas diversas formas de se sentir pode parecer complexo, o importante é falar, perguntar, (lembras!) questionar!
O teu texto é lindo, quem lhe poderá resistir?
Mil beijos e muitos mimos para ti, doce Joana.
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