Surgis-te assim
Devagarinho.
A cumplicidade a cada conhecer
O sorriso a cada partilhar.
Surgis-te assim
Inseguro
Com receio de ajuda pedir.
Com o passar do tempo
Não precisavas sequer contar
Bastava-me olhar-te
E quase conseguia adivinhar.

A minha mão
Tu a seguravas
Muitas vezes a larguei
Quando sentia que tu não estavas.
Depressa sentia a falta
De algo que me ajudava
Com calma caminhava
E a mão novamente eu abraçava.
Os abraços eram fortes
Mesmo que por vezes doloridos
Era tão bom partilha-los
Sem ser necessário pedi-los
A nossa vida foi num barco
Em que os remos por vezes se perdiam
Muitas vezes à deriva me sentia
E no teu abraço renascia.
Confissões partilhadas
Passados confidenciados
Promessas feitas
Algumas rapidamente quebradas.
A saudade a cada palavra
A ausência a cada dia
O anoitecer sem saber de ti
Acordando para uma nova vida.
As minhas mãos estão vazias
A esperança que te encontres
Mora neste Porto onde pouco mais resta
Do que as paredes
Que a maresia não consegue destruir.
A esperança que o teu voo seja calmo
Mora neste Farol onde a luz por vezes fosca
A ventania não consegue cessar.
Assim é a presença minha
Em vida tua.
Devagarinho.
A cumplicidade a cada conhecer
O sorriso a cada partilhar.
Surgis-te assim
Inseguro
Com receio de ajuda pedir.
Com o passar do tempo
Não precisavas sequer contar
Bastava-me olhar-te
E quase conseguia adivinhar.

A minha mão
Tu a seguravas
Muitas vezes a larguei
Quando sentia que tu não estavas.
Depressa sentia a falta
De algo que me ajudava
Com calma caminhava
E a mão novamente eu abraçava.
Os abraços eram fortes
Mesmo que por vezes doloridos
Era tão bom partilha-los
Sem ser necessário pedi-los
A nossa vida foi num barco
Em que os remos por vezes se perdiam
Muitas vezes à deriva me sentia
E no teu abraço renascia.
Confissões partilhadas
Passados confidenciados
Promessas feitas
Algumas rapidamente quebradas.
A saudade a cada palavra
A ausência a cada dia
O anoitecer sem saber de ti
Acordando para uma nova vida.
As minhas mãos estão vazias
A esperança que te encontres
Mora neste Porto onde pouco mais resta
Do que as paredes
Que a maresia não consegue destruir.
A esperança que o teu voo seja calmo
Mora neste Farol onde a luz por vezes fosca
A ventania não consegue cessar.
Assim é a presença minha
Em vida tua.




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