segunda-feira, janeiro 05, 2009

Estas Mãos!

Por vezes são agrestes...
Por vezes tão macias no seu passear...
São os olhos de quem não vê
São o sentir de todos os sentires!

Estas mãos que acolhem...
Que acariciam...
Que batem e magoam
E ao mesmo tempo acarinham.

Mãos de muitos,
Calejadas pelo trabalho.
Mãos de outros,
De linhas finas e delgadas.

As mãos...
marcam os sinais do tempo
Guardam consigo as cicatrizes
de todos os momentos.

Mãos que nas suas rugas
Conseguem mostrar
Vivências quase esquecidas
E deixar-nos a pensar
"O que estas mãos ja teram construido
para que hoje nelas nos possamos deitar?"
Mesmo estando elas hoje agrestes,
Serão sempre um colo onde iremos recorrer,
Onde iremos descansar.

Mãos por vezes frias...
Que apenas querem aquecer
Mas parece que o sangue ali não chega
E a temperatura está sempre a descer.

Outras mãos se aproximam destas
E aconchegam-nas entre si...
Mãos de temperatura mais elvada
Que nos faz reconfortar.

Hoje... minhas mãos estão mornas...
Vou guarda-las num local ameno
Para que a temperatura não fuja
E possa eu...
Acolher outras mãos nas minhas!

1 comentário:

Nilson Barcelli disse...

Belas mãos Joana.
Beijo-as.