segunda-feira, agosto 04, 2008

Raio de sol

Por vezes estamos cegos
Ou queremos apena continuar a ver o habitual.
Nessa visão, começa a existir a escuridão
E começo a pensar como cheguei até ali?
Um muro ergueu-se á minha frente
Não me deixa ver nada mais do que a sua frieza
Do que a sua escuridão,
Nada mais além da barreira que foi criada.
Até ao momento em que sinto pequenos sons
Que veem do outro lado, e penso:
"O que será isto?"
São pequenas pancadas,
que vão sendo mais fortes e intensas.
Começo a ficar com medo...
"Mas o que se passa?"
Até que uma pequena luz surge no meio daquele muro enorme
Surge com o cair do cimento que quebrou a última barreira que existia.
Um raiozinho de sol consegue infiltrar toda aquela escuridão.
Um raiozinho de sol consegue trazer uma nova vida,
Ou simplesmente acordar a que estava adormecida.
Um raiozinho de sol conseguiu fazer um arco-iris
E esse arco-iris significa que o "tempo" vai melhorar!




terça-feira, julho 29, 2008

Afastamo-nos...

... durante anos.
Durante anos, não queremos que se intrometam nas nossas vidas...
Durante anos pensamos fazer o que é mais certo para a nossa vida... mas sempre com alguém que nos vai dizendo que aquele não é o caminho certo...
Duarnte anos pensamos que comandamos a nossa vida livremente... mas temos sempre alguém a quem apresentar as contas do que vamos fazendo.
Durante anos, aventuramo-nos em viagens e mais viagens... mas há sempre alguém que nos diz para não irmos... há sempre alguém a quem não "damos ouvidos", mas a quem mais tarde ou mais cedo, acabaremos por dar razão. Afinal essa razão, chega quando as cabeçadas começam a ser muitas, e de cabeça baixa lá nos chegamos a quem tanto nos avisou e damos-lhe razão.
Á medida que o tempo vai passando, vamo-nos afastando das amizades de infância.... essas que são tão verdadeiras e intensas.... e chega o momento em que nos vamos lembrar "o que será feito desta e daquela pessoa?" algumas delas não se afastaram assim tanto e a comunicação é quase diária, mas há outras que posso dizer que há ja alguns anos que não as vejo...
Estes dias, resolvi re-aproximar-me de alguns desses amigos de infância... de escola... afinal ainda me recordo de muitas das brincadeiras que tinhamos.... e estavamos sempre ansiosos para que a campainha tocasse para mais um intervalo.

A vida (ou até mesmo eu) um dia afastou-me de toda essa gente.... mas fazer uma aproximação apenas a mim é possivel realizar.... é isso que vou fazer (pelo menos tentar)... porque afinal.... e dando razão á velha máxima dos Ditados Portugueses:
"Cá se fazem... cá se pagam! "

E... como só tenho dado coisas boas, a esperança que um dia voltem... mora cá... mas não é por isso que vou mudar, e ser uma pessoa que não sou.

A Joana está cá... e vai continuar a ser a Joana :)




domingo, julho 27, 2008

Reconhecimento...

... de um ser!
Reconhecimento de um estado!
Reconhecimento de uns breves momentos!

Um superhomem, também tem os seus momentos de solidão, de angústia, de dor!
Se um superhomem tem todos esses momentos apenas dele, o que terá um homem normal?! O que teremos nós?

Olhando para trás, vejo que nada tenho... vejo que nada sou... apenas dou preocupações e dores de cabeça a quem me deu vida.
Onde andei eu nestes ultimos anos?! Distante é certo, mas tinha a noção que estava mais perto de me encontrar do que hoje em dia.
Os momentos passados, as experiências vividas, não passam disso mesmo... memórias que um dia serão como nós mesmos, "poeiras ao vento". As minhas lamechices, ainda as vou tentando deixar por aqui escritas, mas se ninguém as ler, se não tiver com quem as partilhar, também não valerá de muito.
O que acontece quando damos de mais de nós mesmos (se é que alguma vez é demais), quando damos mais do que aquilo que temos, mais do que aquilo que somos, para ver os sorrisos brilharem nos outros rostos?! O meu coração sorriu ao ver esses brilhos, mas... e agora...?!?! Tudo passou... tudo acabou... quer dizer... o coração ainda bate... ainda há vida neste ser que está sozinho, mas que afinal ainda respira. Por vezes mais dorido do que outras vezes, por vezes mais sentid com as injustiças da vida que lhe tocou, por vezes até iludido pela possibilidade de um mundo e de pessoas melhores, mesmo com tudo isso, o seu respirar apesar de fraco, existe. Tem agora que se cuidar, que apenas tratar de si, uma vez que já cuidou de muita gente. Está na hora de se erguer aos pouquinhos... sem pressas, sem grandes esforços, pois qualquer movimento mais arriscado, pode colocar tudo por terra.

E enquanto em poeira não se transformar, resta-lhe apenas viver... para que um dia possa voar nesse vento de memórias.

Afinal... nada dura para sempre!




sábado, julho 26, 2008

Sim... eu sou!!!

Alicia Keys - Superwoman

sexta-feira, julho 25, 2008

Presença minha

Surgis-te assim
Devagarinho.
A cumplicidade a cada conhecer
O sorriso a cada partilhar.
Surgis-te assim
Inseguro
Com receio de ajuda pedir.
Com o passar do tempo
Não precisavas sequer contar
Bastava-me olhar-te
E quase conseguia adivinhar.

A minha mão
Tu a seguravas
Muitas vezes a larguei
Quando sentia que tu não estavas.
Depressa sentia a falta
De algo que me ajudava
Com calma caminhava
E a mão novamente eu abraçava.

Os abraços eram fortes
Mesmo que por vezes doloridos
Era tão bom partilha-los
Sem ser necessário pedi-los
A nossa vida foi num barco
Em que os remos por vezes se perdiam
Muitas vezes à deriva me sentia
E no teu abraço renascia.

Confissões partilhadas
Passados confidenciados
Promessas feitas
Algumas rapidamente quebradas.
A saudade a cada palavra
A ausência a cada dia
O anoitecer sem saber de ti
Acordando para uma nova vida.

As minhas mãos estão vazias
A esperança que te encontres
Mora neste Porto onde pouco mais resta
Do que as paredes
Que a maresia não consegue destruir.
A esperança que o teu voo seja calmo
Mora neste Farol onde a luz por vezes fosca
A ventania não consegue cessar.

Assim é a presença minha
Em vida tua.

Saudade

Aparece sem pedir
Irrompe sem perguntar
Os melhores momentos
Tem vontade de recordar

Acompanha-nos toda a vida
Acentua-se no perder
No deixar ir
E mesmo até no não prender

Bate com mais força
Nos momentos de solidão
Palavras não ditas
Ficam presas agora no coração

A memória
Por vezes preganos partidas
Surgem nela lembranças
De coisas boas
Mas que não podem
Voltar a ser vividas

Não pede licença
Não tem idade
Assim aparece sem contarmos
A eterna da saudade!


terça-feira, julho 22, 2008

A catedral...

Sempre imponente na sua forma
a beleza está presente.
Com todas as portas abertas
qualquer pessoa pode nela entrar.

A porta grande... fechou-se...
apesar da escuridão inicial,
a luz ambiente começou a melhorar
E a beleza contínua a conseguir-se apreciar
com a luz que pelos vitrais estava a entrar.

As portas laterais...
abrindo-se aos poucos
Apenas quem as localizava
Ía conseguindo penetrar.
Inicialmente a medo...
pois a porta grande está fechada
E tinham medo de incomodar.

A porta grande... fechou-se...
E nem toda a gente lá consegue entrar,
A dor que a catedral sente...
Um dia irá passar
E aí...
A porta grande irá abrir-se...
E toda a gente poderá olhar
A beleza de tal Catedral
Que um dia ousaram
em querer desmoronar!



segunda-feira, julho 21, 2008

Fortaleza!

Penso e repenso
nas prendas que a vida me dá!
Serão elas já esgotadas,
Ou ainda haverá mais para o lado de cá?

Penso na força que tenho
Mas que por vezes com um pensamento perco
Nas lágrimas que por vezes correm
Quando o desespero não tem mais colo.

Quantas vezes perdi as forças?!?
Quantas vezes voltei a tentar!?!?
Quantas vezes quis acabar com tudo?!?!
Mas sem nunca sequer imaginar em acabar de vez
Com estas dores que afinal todos temos.

Onde terei eu ido buscar
Forma de tudo isto ultrapassar...
Peisei e voltei a pensar!
E... para a conclusão tirar...
Que a maior fortaleza que poderia me motivar...

É a minha Mãe... que sofre comigo,
mas tem sempre força para me dár.




Caiu...!

A lágrima que caiu
Terá sido de dor?!
De tristeza?!
De revolta?!
De angústia?!
Ou a lágrima que caiu
Terá sido de Amor?!

A lágrima que caiu
Terá sido solidão?!
De saudade?!
De alegria?!
De nervos?!
Ou a lágrima que caiu
Terá sido de compreensão?!

A lágrima que caiu
Rolou pela face e terminou no chão
A lágrima que caiu
Foi numa noite de escuridão!


domingo, julho 20, 2008