... durante anos. Durante anos, não queremos que se intrometam nas nossas vidas... Durante anos pensamos fazer o que é mais certo para a nossa vida... mas sempre com alguém que nos vai dizendo que aquele não é o caminho certo... Duarnte anos pensamos que comandamos a nossa vida livremente... mas temos sempre alguém a quem apresentar as contas do que vamos fazendo. Durante anos, aventuramo-nos em viagens e mais viagens... mas há sempre alguém que nos diz para não irmos... há sempre alguém a quem não "damos ouvidos", mas a quem mais tarde ou mais cedo, acabaremos por dar razão. Afinal essa razão, chega quando as cabeçadas começam a ser muitas, e de cabeça baixa lá nos chegamos a quem tanto nos avisou e damos-lhe razão. Á medida que o tempo vai passando, vamo-nos afastando das amizades de infância.... essas que são tão verdadeiras e intensas.... e chega o momento em que nos vamos lembrar "o que será feito desta e daquela pessoa?" algumas delas não se afastaram assim tanto e a comunicação é quase diária, mas há outras que posso dizer que há ja alguns anos que não as vejo... Estes dias, resolvi re-aproximar-me de alguns desses amigos de infância... de escola... afinal ainda me recordo de muitas das brincadeiras que tinhamos.... e estavamos sempre ansiosos para que a campainha tocasse para mais um intervalo.
A vida (ou até mesmo eu) um dia afastou-me de toda essa gente.... mas fazer uma aproximação apenas a mim é possivel realizar.... é isso que vou fazer (pelo menos tentar)... porque afinal.... e dando razão á velha máxima dos Ditados Portugueses: "Cá se fazem... cá se pagam!"
E... como só tenho dado coisas boas, a esperança que um dia voltem... mora cá... mas não é por isso que vou mudar, e ser uma pessoa que não sou.
A Joana está cá... e vai continuar a ser a Joana :)
... de um ser! Reconhecimento de um estado! Reconhecimento de uns breves momentos!
Um superhomem, também tem os seus momentos de solidão, de angústia, de dor! Se um superhomem tem todos esses momentos apenas dele, o que terá um homem normal?! O que teremos nós?
Olhando para trás, vejo que nada tenho... vejo que nada sou... apenas dou preocupações e dores de cabeça a quem me deu vida. Onde andei eu nestes ultimos anos?! Distante é certo, mas tinha a noção que estava mais perto de me encontrar do que hoje em dia. Os momentos passados, as experiências vividas, não passam disso mesmo... memórias que um dia serão como nós mesmos, "poeiras ao vento". As minhas lamechices, ainda as vou tentando deixar por aqui escritas, mas se ninguém as ler, se não tiver com quem as partilhar, também não valerá de muito. O que acontece quando damos de mais de nós mesmos (se é que alguma vez é demais), quando damos mais do que aquilo que temos, mais do que aquilo que somos, para ver os sorrisos brilharem nos outros rostos?! O meu coração sorriu ao ver esses brilhos, mas... e agora...?!?! Tudo passou... tudo acabou... quer dizer... o coração ainda bate... ainda há vida neste ser que está sozinho, mas que afinal ainda respira. Por vezes mais dorido do que outras vezes, por vezes mais sentid com as injustiças da vida que lhe tocou, por vezes até iludido pela possibilidade de um mundo e de pessoas melhores, mesmo com tudo isso, o seu respirar apesar de fraco, existe. Tem agora que se cuidar, que apenas tratar de si, uma vez que já cuidou de muita gente. Está na hora de se erguer aos pouquinhos... sem pressas, sem grandes esforços, pois qualquer movimento mais arriscado, pode colocar tudo por terra.
E enquanto em poeira não se transformar, resta-lhe apenas viver... para que um dia possa voar nesse vento de memórias.
Surgis-te assim Devagarinho. A cumplicidade a cada conhecer O sorriso a cada partilhar. Surgis-te assim Inseguro Com receio de ajuda pedir. Com o passar do tempo Não precisavas sequer contar Bastava-me olhar-te E quase conseguia adivinhar. A minha mão Tu a seguravas Muitas vezes a larguei Quando sentia que tu não estavas. Depressa sentia a falta De algo que me ajudava Com calma caminhava E a mão novamente eu abraçava.
Os abraços eram fortes Mesmo que por vezes doloridos Era tão bom partilha-los Sem ser necessário pedi-los A nossa vida foi num barco Em que os remos por vezes se perdiam Muitas vezes à deriva me sentia E no teu abraço renascia.
Confissões partilhadas Passados confidenciados Promessas feitas Algumas rapidamente quebradas. A saudade a cada palavra A ausência a cada dia O anoitecer sem saber de ti Acordando para uma nova vida.
As minhas mãos estão vazias A esperança que te encontres Mora neste Porto onde pouco mais resta Do que as paredes Que a maresia não consegue destruir. A esperança que o teu voo seja calmo Mora neste Farol onde a luz por vezes fosca A ventania não consegue cessar.
Sempre imponente na sua forma a beleza está presente. Com todas as portas abertas qualquer pessoa pode nela entrar.
A porta grande... fechou-se... apesar da escuridão inicial, a luz ambiente começou a melhorar E a beleza contínua a conseguir-se apreciar com a luz que pelos vitrais estava a entrar.
As portas laterais... abrindo-se aos poucos Apenas quem as localizava Ía conseguindo penetrar. Inicialmente a medo... pois a porta grande está fechada E tinham medo de incomodar.
A porta grande... fechou-se... E nem toda a gente lá consegue entrar, A dor que a catedral sente... Um dia irá passar E aí... A porta grande irá abrir-se... E toda a gente poderá olhar A beleza de tal Catedral Que um dia ousaram em querer desmoronar!
Penso e repenso nas prendas que a vida me dá! Serão elas já esgotadas, Ou ainda haverá mais para o lado de cá?
Penso na força que tenho Mas que por vezes com um pensamento perco Nas lágrimas que por vezes correm Quando o desespero não tem mais colo.
Quantas vezes perdi as forças?!? Quantas vezes voltei a tentar!?!? Quantas vezes quis acabar com tudo?!?! Mas sem nunca sequer imaginar em acabar de vez Com estas dores que afinal todos temos.
Onde terei eu ido buscar Forma de tudo isto ultrapassar... Peisei e voltei a pensar! E... para a conclusão tirar... Que a maior fortaleza que poderia me motivar...
É a minha Mãe... que sofre comigo, mas tem sempre força para me dár.
-Boneca!!!?!?! Boneca!?!?!?! - Lá tive forças para abrir os olhos... -Que horas são?! -17h15m :) -Desde que horas aqui estou?! -Chegas-te aqui por volta das 16h. Mesmo que ainda um bocadito a dormir, lá consegui fazer umas contas.... das9hda manhã ás 16h - Ainda demorou um bocadito! -Ainda demorou sim, mas agora está tudo bem.
E a sonolência mais uma vez ganhou à vontade de querer estár acordada. Apenas abria os olhos quando sentia que alguém estava por perto! Estive assim durante dois dias... dependente de tudo e de todos, mas não podiam abusar, porque estava dorida e cansada de estár deitada. Ao terceiro dia, lá conseguiram fazer com que saisse da cama... e mudaram-me de sitio... sitio esse em que jão não me sentia tão dependente da ajuda dos enfermeiros e auxiliares. Os dias foram passando.... por vezes massadores, por estár ali fechada, mas sabia que apenas eu ganhava com isso. Ao sexto dia ouvi a palavra que mais desejava "vais ter alta hoje"... aos pouquinhos fui arrumando as minhas coisas, para assim que a mamã chegasse fosse só despedir-me e vir-me embora dali...
Hoje voltei lá... fui tirar os pontos... revi enfermeiros e auxiliares. E o sorriso fcou mais iluminado assim que disseram "Estás com optima cara, nem parece que estives-te aqui" :) é de se ficar muito bem mesmo :) Cerca de uma semana depois, poderia dizer que todo o medo que senti era desnecessário.... mas é naturalissimo que ele exista... e afinal esta etapa ainda não acabou :)
Foi um novo acordar, não apenas para a minha vida, mas para tudo o que à minha volta (mesmo longe) se passou. Novos amores decobertos, novas amizades ganhas, mas... convém não esquecer quem já faz parte da nossa vida há já uns tempos.
"Amigos são palavras quando estamos em silêncio,são a companhia quando nos sentimos sós,são a saída quando todas as portas se fecham,são a paz no meio da guerra,são a nossa felicidade quando estamos tristes.Amigos são tesouros que devemos guardar no coração..."